Curiosidades da primeira infância (Parte I)

10:00:00 Dayane Marins 7 Comments

 Do nascimento aos três anos de idade

Algumas características gerais


CURIOSIDADE!

Provavelmente, você sabe que hoje é dia das crianças e o LàR começa com gostinho de infância. Mas, trazemos um texto com uma homenagem um pouco diferente. Hoje se inicia a Semana de Prevenção a Violência na Primeira Infância, e como apoio a causa, escrevemos um texto cheio de amor e carinho aos nossos bebês! Boa leitura!


Há muitas coisas para se falar sobre o desenvolvimento infantil, mamães e os papais muitas vezes têm dúvidas sobre o novo (a) bebê no lar, assim separei algumas coisas para dialogar.
A Psicologia do Desenvolvimento divide a infância em três partes, a primeira infância (0 a 3 anos), a segunda infância (3 aos 7 anos) e a terceira infância (7 anos ao inicio da adolescência). Vamos começar falando da primeira infância fazendo uma síntese sobre a chegada do bebê no lar, sua rotina, ações, memórias, corpo, vivências com o mundo, família, dentre outras coisas.

Será dividido em duas partes: na primeira falaremos sobre algumas características gerais e na segunda sobre desenvolvimento psicossocial.

O BEBÊ NASCEU!


As quatro primeiras semanas de vida são conhecidas como período neonatal, é um tempo de transição do útero, onde o feto é totalmente sustentado pela mãe para uma existência independente.

ROTINA DO BEBÊ



O sono do recém-nascido dura cerca de dois terços do tempo, dormindo de dia e de noite. Depois de algumas semanas o sono modifica. Observe os tipos de sono e vigília do bebê para que você melhor entenda e possa atender suas necessidades. Segundo Bee (2011) existem essas modalidades:

Sono Profundo: Olhos fechados, respiração regular, nenhum movimento além de ocasionais sobressaltos.
Sono Ativo: Olhos fechados, respiração irregular, pequenos estremecimentos, nenhum grande movimento corporal.
Vigília Tranquila: Olhos abertos, com movimentos de cabeça, membros e tronco, respiração regular.
Vigília Ativa: Olhos abertos, com movimentos de cabeça, membros e tronco, respiração irregular.
Choro e inquietude: Os olhos podem estar parcial ou inteiramente fechados, movimentos difusos vigoroso, com choro e sons de inquietude.

O choro está relacionado a necessidade do bebê, sendo ele sem autonomia para solucionar seus problemas, chama a atenção para que alguém possa resolver, pode ser por fome, dor, atenção ou até mesmo a necessidade de trocar sua fralda.

O BEBÊ E SEUS REFLEXOS E MOVIMENTOS



Para sobrevivência, os bebês têm alguns reflexos. Eles já nascem com esses reflexos e vão perdendo conforme vão passando os meses. É muito comum os pediatras verificarem esses reflexos quando eles nascem. Segue abaixo alguns deles:

Reflexo de Rotação: vira a cabeça quando tocado em algum lugar perto da boca;
Reflexo de Sucção: se tocado nos lábios, fará movimentos de sucção;
Reflexo de Moro: ao mudar o bebê repentinamente ou fazer um grande barulho perto dele, ele moverá rapidamente os braços para fora e os recolherá;
Reflexo de Babinski: ao estimular a sola do pé, ele afastará os dedos e depois os encolherá;
Reflexo de Preensão: ao tocar a palma da mão ele agarrará o que o tocou;
Reflexo de Pedalação: ao segurar o bebê sobre uma superfície plana, ele fará movimentos similares de uma caminhada;
Reflexo de Ereção: ao estimular a parte interna da coxa do bebê do sexo masculino ele terá uma ereção;
Dentre outros.

OS BEBÊS TÊM LEMBRANÇAS?


Há vários estudos sobre a memória do bebê em torno da psicologia, cada abordagem teórica vai entender esse processo de uma forma.

Para Piaget (1969 apud PAPALIA & FELDMAN, 2013) o cérebro não está suficientemente desenvolvido para armazenar memórias.
Freud dizia que as memórias são reprimidas, porque são emocionalmente perturbadoras. Alguns outros pesquisadores relatam que a criança só armazena memórias quando falam sobre essas memórias (NELSON, 1992 apud PAPALIA & FELDMAN, 2013).

Pesquisadores que utilizam condicionamento operante sugerem que os processamentos da memória nos bebês podem ser pouco diferenciados aos de crianças maiores e adultos, sendo que os bebês as guardam por menor tempo.

O CORPO, A VISÃO DE CORPO E DE MUNDO DO BEBÊ




Lateralidade: é baseada em fatores neurológicos e sociais. Pode ser homogênea, cruzada e ambidestra. É aplicada ao nível de mãos, olhos, auditiva, pés e expressiva.
 

O esquema corporal é a representação psíquica de nosso próprio corpo e de suas possibilidades em seus primeiros anos de vida. O esquema corporal envolve os fatores fisiológico, neural, emocional e social. Leva a criança a reconhecer as partes e funções de seu corpo e do corpo do outro, realizar movimentos independentes e agrupados, definir sua lateralidade, forma de comunicação e expressão, postura, dentre outras.

Segundo Le Boulch (1981 apud OLIVEIRA  et al., 2014 ) o esquema corporal é dividido em etapas  e a etapa que cabe para esse texto é a 1ª Etapa, onde o corpo vivido (até 3 anos de idade) corresponde à fase de inteligência sensório motora de Piaget. O bebê sente o meio ambiente como fazendo parte dele mesmo. À medida que cresce, com um maior amadurecimento de seu sistema nervoso, vai ampliando suas experiências e passa, pouco a pouco a se diferenciar do meio ambiente. Nesse período a criança tem uma necessidade muito grande de movimentação e através desta vai enriquecendo a experiência subjetiva de seu corpo e ampliando a sua experiência motora. Suas atividades iniciais são espontâneas.

QUAL MOMENTO DE ANDAR? QUANTOS ANOS INICIA A FALA?



Muitas famílias têm dúvidas sobre os momentos dos bebês falarem, andarem, comerem sozinhos, entres outros. Para isso precisamos entender dois conceitos: maturação e maturidade.

A Maturação é o desenvolvimento neurofisiológico. Podemos dizer que é o desenvolvimento do organismo. O quanto o corpo e o cognitivo estão desenvolvidos para fazer algo.


Já que citamos o termo “desenvolvido”, vamos saber a diferença entre crescido e desenvolvido. Quando falamos que a criança está crescida, queremos dizer sobre o tamanho, estrutura óssea, como por exemplo, “olha como ela (e) cresceu”, “como está alto(a) para sua idade”. Já quando falamos que a criança está desenvolvida, nos referimos a seus processos neurofisiológicos (maturação).

A Maturidade é desenvolvimento psicossocial ou podemos utilizar o termo desenvolvimento “mental”. Quando se sente preparado para fazer algo.
As crianças podem desenvolver um mais rápido que o outro. Como, por exemplo, a criança tem o desejo/confiança de andar (maturidade), mas não tem a capacidade de andar (maturação), pode ser por ainda não ter os músculos desenvolvidos, equilíbrio ainda em desenvolvimento ou outros motivos.


Hey, não perde a segunda parte, onde falaremos do desenvolvimento psicossocial do seu bebê.
Até dia 19 de outubro!


Referências bibliográficas:
- PAPALIA, D.; OLDS, S.W.; FELDMAN, R. D.Desenvolvimento Humano. 8 ed.Porto Alegre: Artmed, 2006.
- NUNES, A.L.V. Introdução à Psicologia do Desenvolvimento Humano. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2009.
- BEE, H.; BOYD, D. A Criança em Desenvolvimento. 12 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
- OLIVEIRA, L.F.; SILVA, A.P.; MAIA, M.F.M.; SOUSA, B.V.; NOGUEIRA, C.V.; ROCHA, D.J.; SILVA, A.S.S. O esquema corporal no desenvolvimento da criança: um breve estudo. <http://www.fepeg2014.unimontes.br/sites/default/files/resumos/arquivo_pdf_anais/o_esquema_corporal_sem_autores.pdf>. Data de acesso: 25/08/2015







7 comentários:

  1. Parabéns pelo blog! Muito interessante. Estou ansiosa pela próxima publicação!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Thaíssa, muito obrigada! Estamos trabalhando com muito amor para vocês! Agradecemos e recebemos esse carinho que nos transmite. Caso desejar, você pode curti nossa fanpege no Facebook, curti e compartilhar nossos textos.

      Excluir
  2. Muito bom, tenho 2 amigas grávidas, vou recomendar. Parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cezar, obrigada pelo apoio! Nosso segundo texto já está no ar! Estamos trabalhando com muito amor para vocês! Agradecemos e recebemos esse carinho que nos transmite. Caso desejar, você pode curti nossa fanpage no Facebook, curti e compartilhar nossos textos.

      Excluir
  3. Adorei o texto Das!Parabéns pelo blog ,estou ansiosa pela segunda parte RS 😉😚😊

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Drihelen, obrigada pelo apoio! Nosso segundo texto já está no ar! Estamos trabalhando com muito amor para vocês! O LàR está muito grato a todo carinho. Caso desejar, você pode curti nossa fanpage no Facebook, curti e compartilhar nossos textos.

      Excluir
  4. Adorei o texto, Day! Ansiosa pela segunda parte RS 😘😘😊😊

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.