(DES)IGUALDADE

01:00:00 Leonardo Maggioni 0 Comments


Já pensou como o mundo seria chato se tudo e todxs fossem iguais? Imagine se todxs gostássemos das mesmas cores, os sabores, e até mesmo os sonhos fossem os mesmos. Acho que não seria muito bom, não é? As diferenças são importantes, pois auxiliam nosso próprio conhecimento assim como nos ajudam no reconhecimento do outro. Quando penso em diferenças, acredito vivermos em uma sociedade por vezes bipolar, que exalta as diferenças dos lugares, dos carros e celulares, onde cada especificidade é feita para atender o gosto de seu consumidor. Por outro lado a diferença de pessoas causa rejeição e afastamento.
Hoje convido os amigxs a refletirem sobre o diferente que lidamos no dia a dia e a forma perigosa que um olhar excludente pode levar ao preconceito.





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Na escola, no trabalho e até mesmo em casa, diversas vezes somos cobrados por padrões de comportamentos. Não raras são as comparações entre os indivíduos, onde alguém é eleito o exemplo que os demais devem seguir como certo. Talvez se fossemos um objeto essa tarefa seria simplificada, você consegue imaginar alguma conduta do ventilador que não seja ventar, do tênis diferente que calçar ou do avião de voar? Pois é, por sorte somos mais complexos, que os itens citados. Na vida a prova de múltipla escolha da escola não vale, não existe só uma resposta certa, influenciamos e somos influenciados pelas pessoas e acontecimentos que nos cercam, que como consequência nos tornam quem somos, com nossas crenças, gostos e desgostos.





Tolerância



Embora o campo psicanalítico seja rico ao tentar explicar a aversão do ser humano ao diferente ao afirmar que “se não quero ver é por que tenho medo que me desperte o desejo”. Não pretendo me valer especificamente de nenhum dos geniais autores para nossa reflexão. Não se trata de concordar ou não com o modo de vida de alguém, apenas de respeitar que não existe apenas uma forma de viver, que o que serve para um pode não se aplicar a todxs. Na prática não é assim que acontece, não basta apenas não reconhecer a legitimidade do outro, tem que oprimir e impor o seu ponto de vista. É justamente nessa pluralidade, na troca de experiências, no respeito ao próximo que a vida deveria acontecer, mas ao invés disso nasce o preconceito e o ódio, alimentado por uma ideia de que o diferente é errado e o inimigo.




Assim é se lhe parece


A cor da pele, a sexualidade, a religião, o capital financeiro até os atributos estéticos, funcionam como nota de corte para algumas pessoas que não aceitam o outro, preferem viver no mundo singular, onde se me vejo, te reconheço. Talvez não saibam ou sabem (não sei o que é mais contundente) que só é possível se conhecer quando nos permitimos experimentar, para assim construirmos nossa identidade, quando não vamos apenas reproduzindo o que escutamos, que por vezes permeiam o senso comum, limitando nosso horizonte.





Espelho



Muito me intriga a maneira que essas pessoas acham que toda a sociedade tem que ser igual, fico pensando que diferença pratica faz na vida das pessoas, com quem o vizinho se relaciona, qual a cor da pele ou a qual Deus ele segue, isso no caso dele seguir algum. Como diria o genial Caetano Velloso “É que Narciso acha feio o que não é espelho”. Aos narcisistas de plantão... Já reparou que o mundo não gira ao redor do seu nariz!”. Cotas, leis que protejam ou qualquer coisa que venha a garantir direitos ou que tentem reparar a dívida histórica do Brasil com a parte esquecida da população é pouco, o país deve a alma ao nosso povo.   







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