Um Olhar Sobre Whiplash

00:12:00 LàR Livre à Reflexão 3 Comments

Olá!

Hoje o LàR sugere uma dica para o fim de semana!

Indicamos que você assista o filme Whiplash – Em busca da perfeição.
Aqui não pretendo fazer uma sinopse do filme, embora você possa encontrá-la clicando aqui.

Meu objetivo é trazer alguns pontos de reflexão que me pareceram interessantes. Estas são minhas reflexões e divido com você para que você possa construir essa reflexão comigo.


Enfim os comentários:


1.       O filme me despertou questionamentos a respeito do desenvolvimento de talentos por tutores ou lideres. O quanto um talento deve e pode ser cobrado e/ou incentivado seja na música, na dança, nas artes em geral, na ciência, numa oportunidade de emprego? Até que ponto um ‘incentivo’ como o do mestre exposto no filme pode ser benéfico e onde é que a linha tênue que separa os benefícios dos prejuízos é ultrapassada?

2.       Outro ponto que me rendeu minutos de reflexão... Até que ponto na vida atual o sucesso profissional, a busca de um ideal, a empreitada em ter a vida dos sonhos faz com que deixemos de lado nossos relacionamentos interpessoais? E vou além, até que ponto podemos nos frustrar pelos objetivos mirabolantes que nos impomos? E, de onde é que vem essa idéia quase que obrigatória de ser um sucesso na vida? Até que ponto em busca de um futuro brilhante vivemos um presente fosco?


3.       Por fim, me questiono se é tão difícil para nós lidarmos com cada situação da vida como uma situação nova a ser enfrentada? Não, não estou louca! No filme, o personagem principal passa a maior parte de seu tempo desenvolvendo seu talento de forma que agrade seu tutor, de modo mecânico e em alguns momentos até sofrido. No final (espetacular a meu ver!) do filme é que por insight, loucura, desespero ou pelo transbordar de seus sentimentos é que ele lida de maneira criativa a situação que se apresenta... Ali no palco, diante do público é que ele toma às rédeas de seu talento. E quanto a nós nisso tudo? O quanto será que a gente perde por não arriscar, por não conceber cada novo momento como nova experiência? Como diz o velho ditado “é loucura odiar todas as rosas porque um espinho te feriu”. Será mesmo que cada rosa, cada vivência, cada dia e cada momento nos pede o mesmo comportamento ou nos dá a oportunidade de criar uma nova história?

Se você já viu o filme, por favor, me deixe saber o que pensa de meus devaneios e deixe também o seu! Se não viu, corre lá e depois me conta aqui! 


Deixo meus votos de um ótimo fim de semana e a sugestão de um filme para se ver e ouvir!

3 comentários:

  1. é apenas a minha opinião. Os dois protagonistas do filme, através de um olhar psicológico, começaram a perder características de flexibilidade cognitiva, diante de objetivos que não produziam uma reflexão quanto aos danos psíquicos, e os distanciava da empatia em relação as questões. Esta rigidez produziu no tutor estratégias inumanas para conseguir o melhor de seus alunos; e o baterista - aluno, começou a compreender que só poderia chegar a um nível de um Parker se tivesse a aprovação e a admiração de seu tutor. Aplaudi de pé o filme, porque na química louca dos dois, a última cena é um primor... quando o batera consegue o tão esperado olhar de aprovação do tutor. No contexto do filme, diria que os dois tem TOC(Transtorno obsessivo compulsivo.

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  2. Quanto as questões aplicadas a vida, diria que fica bem claro que da mesma forma que o tutor consegue glórias através de suas estratégias nada ortodoxas, e pra alguns até funciona; algumas pessoas são prejudicadas no seu funcionamento. O que nos mostra o quanto que é importante respeitarmos o funcionamento de cada um. Com a reflexão sempre presente, de que devemos sempre levar em conta a interferência de nossas ações no que se refere ao outro. Ser sensível ao sofrimento e funcionamento do outro, é algo que ajuda muito a flexibilizar mentes rígidas.

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    1. Olá, Márcio. Agradecemos sua visita e seus comentários, seja sempre muito bem vindo! :)
      Entendemos e partilhamos de sua opinião, principalmente quanto a rigidez que acaba por limitar o repertório de ambos – tutor e aluno. Conforme você nos trouxe em sua fala, importante mesmo é termos sempre um olhar reflexivo frente às situações que se renovam.

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