Cadê meu celular? Você usa a tecnologia? Ou a tecnologia te usa?

00:51:00 Leonardo Maggioni 0 Comments


Não consegue ficar um único dia sem entrar nas redes sociais? E o celular? Já imaginou viver sem ele? É bem provável que nesse momento você tenha que interromper a leitura para ver alguma mensagem que chegou no WhatsApp, não é verdade? Certamente se não é seu caso, você conhece alguém que não consegue ficar sem celular, alguém que a ideia de ficar desconectado faz suar frio? Pois é o mundo está diferente, em pensar que uma carta levaria dias para chegar ao seu destinatário, que uma ligação interurbana custava uma grana. E hoje tudo a um simples toque, e como magica a mensagem é entregue ao seu destinatário.

A sociedade contemporânea vem enfrentando transformações intensas e rápidas nos âmbitos cultural, social e tecnológico. Dentre essas mudanças, o uso de tecnologias de informação, vem produzindo novas formas de conexões sociais, relacionamentos interpessoais e mobilização social (Castells, 2013).

Esses avanços tecnológicos que diminuem distancias, com farto acesso a informações, com celulares, tablet e computadores com recursos atrativos que demandam cada vez mais nossa atenção. Apesar da vida on line parecer perfeita, qual o limite entre o uso e o abuso? Usamos indiscriminadamente em restaurantes, cinemas, teatros, antes dirigindo um carro, em elevadores, etc.
O uso abusivo pode causar prejuízo na vida pessoal, social e profissional.
Há pessoas que não conseguem ficar sem o celular nem por um instante. Essas pessoas entram num estado de profunda ansiedade e angústia quando se veem sem o aparelho, quando ficam sem créditos ou com a bateria no fim. A necessidade de estar conectado ultrapassa todos os limites.



Isso tem nome!! Nomofobia

Nomofobia refere-se aos sintomas de angústia, nervosismo, ansiedade, entre outros, que surgem quando o indivíduo se vê impossibilitado de se conectar (offline) ou quando não pode fazer ligações no telefone celular.  Fonte:Pisique

Para a psicóloga Sylvia van Enck, não é fácil se "desplugar" do celular, uma vez que, na sociedade tecnológica, o aparelho é sinônimo de status e inclusão social. "Podemos entender que o uso do aparelho celular, mesmo que não excessivo, especialmente em relação à população jovem, esteja relacionado aos aspectos de inclusão social e conectividade entre os amigos. Por outro lado, com o avanço dos recursos tecnológicos, adquirir um aparelho cada vez mais sofisticado confere status econômico e social, o que pode estar relacionado à busca de reafirmação da identidade psicológica dos adolescentes nesta fase da vida", analisa Sylvia. O mercado oferece uma infinidade de aparelhos, e é difícil resistir à tentação de adquirir o mais novo modelo. Cada vez mais a população jovem, incluindo crianças, está cedendo às pressões do mercado com a ajuda dos pais. Mas a psicóloga alerta: "Há um risco no desenvolvimento da insegurança pessoal que pode ser também o reflexo da insegurança dos pais, que precisam estar sempre tendo notícias do paradeiro dos filhos. Outro aspecto a ser considerado é a diminuição na resistência à frustração diante da espera de um contato ou do silêncio do outro, gerando ansiedade, angústia... que se não controlados, podem desencadear comportamentos agressivos, reflexos da intolerância gerada pela nomofobia", diz Sylvia



Uso consciente

A grande reflexão que o LàR gostaria de estimular com o exposto acima é... De que/quem você tem abdicado por essas mensagens? Amigos, família, estudo, trabalho ou você?
Das dezenas de mensagens recebidas ou enviadas (Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp com dezenas de grupos,etc) quantas eram realmente urgentes? Ao ler tantas mensagens você consegue dar atenção de fato a alguém? Ao enviar, você consegue se fazer entender? Não se trata de abdicar do uso do celular, ele realmente ajuda, resolvendo questões que em outra época demandariam um deslocamento, e consequentemente uma demora. Fica claro o papel que os dispositivos tecnológicos representam na sociedade, muitas vezes aproximando quem está longe, por outro lado se não utilizado conscientemente pode afastar quem está perto.
Por essas e outras convido os amigxs a refletir sobre o papel do celular na sua vida. Embora o excesso não esteja relacionado ao tempo em que a pessoa fica no aparelho, mas aos prejuízos que o uso acarreta na vida, é importante ficarmos atentos ao tempo dispensado ao celular, ainda que muitos pensem ter o controle da situação. Se aceitar uma dica, desligue-o durante um período do dia e invista esse tempo em outra atividade, você não precisa estar em vários lugares ao mesmo tempo, dedique um tempo, a você, a seus amigos, aos seus estudos. Ao ligar o aparelho, provavelmente não terá acontecido nada que não posso esperar ou que vá mudar o rumo da humanidade.

Referência Bibliográfica:

CASTELLS, Manuel. Redes de Indignação e Esperança: movimentos sociais na era da Internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013




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