Tudo bem em não estar tudo bem

00:00:00 Thais Lopes Trajano 0 Comments

 “Oi, tudo bem?
Oi, tudo bem sim. E você?
Tudo bem também.”

Essa é uma realidade comum ao encontrarmos alguém na rua. Às vezes até pessoas bem próximas. Quando tudo está indo bem, ótimo. 
Mas e quando não está?




Entender e aceitar que não está bem

Vivemos em uma sociedade que nos prega o sucesso, uma vida agitada em que damos conta de fazer mil coisas em apenas 24 horas, que prega também que devemos ser fortes e que não há espaço e nem tempo para fraquezas. No entanto, sabemos que nossa vida é repleta de altos e baixos, de momentos infelizes e também alegres. A soma de todos esses momentos é que nos tornam quem somos.

Quando algo acontece em nossa vida que nos provoca sofrimento devemos encará-lo da forma que for possível para cada um de nós. Fingir que não acontece é pior...
 É como aquela velha história de empurrar a sujeira para debaixo do tapete, vai chegar uma hora em que não será mais possível esconder ou disfarçar e toda essa sujeira, que antes estava escondida, irá se espalhar.



O melhor caminho é aceitar que o momento não é bom, que não está tudo bem e buscar entender o que te impossibilita, e até arrisco dizer como você se impossibilita, a fazer deste momento negativo um grande aprendizado para o futuro.

É entendível escolher não dividir sua tristeza com outros, considerando que vivemos um momento em que as pessoas se afogam em seus próprios compromissos, mas se você não conseguir pensar em pelo menos um amigo que possa te consolar ou passar um tempo junto é a hora de rever as relações que você vêm nutrindo. 
Conversar com um amigo não tem o mesmo efeito que uma sessão de terapia, no entanto, poder falar sobre um assunto ajuda a elaborá-lo e este exercício de fala poderá confortá-lo.

Como a terapia pode te ajudar

Seria possível listar diversos benefícios que a terapia poderia trazer, mas vou me ater apenas a alguns que neste momento me saltam a mente.

Na terapia você poderá falar livre de julgamentos, embora possamos contar com amigos nos momentos de dor é provável que em alguns momentos sua dor seja desautorizada por alguns, por não entenderem seus motivos, por não considerarem que cada pessoa lida com suas emoções e os fatos da vida de forma diferente. Na terapia o profissional que o entenderá não julgará seus motivos, muito menos se sua dor é plausível ou não. Ele apenas acolherá, a você e a sua dor.

Outro aspecto importante é o auxílio em perceber como você se mantém nessa dor, nesse desânimo, nesse sofrimento... Pode parecer estranho, mas muitas vezes nos mantemos em situações de sofrimento com medo de vivenciar uma frustração futura. O pensamento se assemelha a “mais cedo ou mais tarde eu vou sofrer de novo, então, é melhor eu ficar aqui paralisado nessa dor que já conheço, que me é familiar”. Existem casos e casos, mas a terapia poderá ajudá-lo a perceber se você está se mantendo no sofrimento ou se realmente é um momento em que você não tem forças para sair.

Por fim, quando você repetir a mesma história por várias vezes – seja falando ou vivendo, a fim de elaborá-la e todos acreditarem que você deveria dar logo à volta por cima ou desconsiderarem a dor do momento presente, o terapeuta continuará a entender que está “tudo bem em não estar tudo bem”.


  

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