Música: Alimento para o corpo, a alma e a mente.

00:00:00 Leonardo Maggioni 0 Comments


Era bem tarde da noite, na verdade sou capaz de ver o sol quase aparecendo no horizonte, quando ELA atrai minha atenção, uma frase me desperta, embora ELA estivesse ali o tempo todo. Minha companhia, na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza. Nunca jurei fidelidade a uma apenas, nem poderia. Não seria capaz de cumprir tal promessa, são tantas, uma mais bela que a outra. Prefiro assim, a monogamia não combina com seu estilo. São tantos né? Nossa relação é tão moderna, aberta que inclusive, podemos estar com mais de um no mesmo dia, podemos ficar por alguns intensos minutos e nunca mais nossos caminhos cruzarem, por vezes (muitas) não me recordo seu nome.
ELA é a música, companheira de muitos. Eu particularmente não consigo imaginar minha vida sem. Num breve exercício de memória não sou capaz de recordar muitas situações que ELA não estivesse presente.
Sabe aquela sensação diferente que sentimos ao ouvir uma música? É comprovado que música e as emoções podem caminhar lado a lado. A música, além de provocar fortes reações emocionais, como o arrepio, o riso e as lágrimas, pode diminuir a resposta tanto física como psíquica ao estresse. Por outras palavras, a música pode provocar redução dos níveis de ansiedade, diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca, e modificações nos níveis de cortisol e adrenalina no sangue.

Música e Psicologia

Bem, partindo da ideia de que ao ouvir uma música estamos nos expressando, lidando com o pensamento e comportamento do indivíduo. Acredito que sim, a psicologia tem muito a dialogar com a música.  Ouvir música não é apenas algo auditivo e emocional, é também motor. Ouvimos música com o nosso corpo, acompanhamos o ritmo da música, involuntariamente, mesmo se não estivermos prestando atenção a ela conscientemente, e nosso rosto e postura espelham a ‘narrativa’ da melodia e os pensamentos e sentimentos que ela provoca, é o que nos sugere Oliver Sakcs.



Quais são, então, os benefícios psicológicos da música?
É indiscutível a ação da música na vida do ser humano e da sociedade. Entretanto mesmo não sendo possível ver concretamente seus efeitos, ainda assim eles atuam de forma a estimular a comunicação entre as pessoas; aumentar a autoestima e a auto expressão (por exemplo, a dança); favorecer a catarse, a introspecção, a reflexão, o surgimento de recordações, de novas sensações e emoções que muitas vezes não podem ser expressas por meio da fala ou da linguagem verbal.

 Áreas de relação entre Psicologia e Música : 

 Biopsicologia (incluindo Neuropsicológica).
*Percepção (incluindo sensação).
*Cognição (incluindo a linguagem, pensamento, consciência, aprendizagem e memória).
*Motivação e Emoção. Desenvolvimento infantil e Expectativa de vida. Saúde (incluindo estresse, psicoterapia e distúrbios psicológicos).
*Personalidade e Diferenças individuais.
*Habilidades intelectuais e motoras (incluindo o talento, criatividade e inteligência)
*Psicologia social e Cognição coletiva


Sendo assim, diversos fatores influenciam as nossas respostas fisiológicas e psíquicas frente à música: a capacidade particular de perceber e ouvir, a educação, a cultura, a situação social do momento...
"A música permite que a criança brinque, dentro de nós; que o monge dentro de nós reze, que o jovem dentro de nós dance e que o herói dentro de nós supere todos os obstáculos. Ou quase todos" – Don Campell.

Aumente o som
Música...forças sonoras que conduzem à formação de imagens, à visualização de cores, cenas, formas, texturas etc. Música que narra, que descreve, que disserta. Música que faz percorrer o tempo numa velocidade inconcebível...música que conduz a um estado de pura virtualidade/.../música que conduz a outros estados de humor e de consciência...música que, muitas vezes, organiza e, outras tantas, desorganiza...música que, em alguns momentos, equilibra e, em outros, causa reação totalmente contrária...música-corporalidade, música-tempo...multiplicidades... (Craveiro de Sá, 2003, p.131).

 A música (acho que a arte de maneira geral) tem uma singularidade, onde sua beleza se encontra em sugerir alguns alicerces, para que cada pessoa faça sua própria construção. E acho que é bem isso mesmo, e que bom que podemos ter diversos estilos, cada um com sua especificidade, passando sua mensagem. Cada um entende a mensagem e é influenciada por ela de forma diferente, com isso vamos construindo nosso amor e/ou ódio por esse ou aquele estilo, que de alguma forma se reflete em nossa vida na sociedade.

Referencias Bibliografias:
CRAVEIRO DE SÁ, L. A Teia do Tempo e o Autista: Música e Musicoterapia. Goiânia: Ed. UFG, 2003.

SAKCCS, Oliver, Alucinações Musicais: Relações sobre a musica e o cérebro; tradução Laura Teixeira Motta – São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

BRÉSCIA, Vera Pessagno, A música como recurso terapêutico. In: ENCONTRO PARANAENSE, CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIAS CORPORAIS, XIV, IX, 2009. Anais. Curitiba: Centro Reichiano, 2009. CD-ROM. [ISBN–978-85-87691-16-3].

Disponível em: www.centroreichiano.com.br/artigos. Acesso em: 29/03/2016.


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