Por que chamar um funcionário de colaborador?

00:00:00 LàR Livre à Reflexão 0 Comments


No meio corporativo algumas palavras entram na moda para dar outro nome àquilo que sempre existiu. Se a palavra for em inglês, melhor ainda. Quer um exemplo? “Presidente” agora é “CEO”, “contatos” passa a se chamar “network” e “funcionário” virou “colaborador”.

Você já parou para pensar no sentido desta palavra? COLABORADOR? Será que é somente um nome bonitinho para não ter que chamar a pessoa de empregado ou de funcionário?

Na organização que você trabalha o funcionário é de fato um colaborador? Ele tem chance, isto é, abertura para realmente poder colaborar com algo?

Há organizações que de fato o funcionário é um colaborador, pois proporcionam um ambiente propício e acolhedor para que o indivíduo possa se desenvolver profissionalmente, para que possa opinar, trazer sugestões, contribuições, usar a sua criatividade, inovar.

No entanto, me arrisco a dizer, que na maioria das organizações presentes em terras tupiniquins, o funcionário não tem a menor chance de colaborar, por isso, não deve ser chamado de colaborador. Particularmente, não gosto de fazer uso deste termo, pois não sei se a pessoa a qual me refiro é de fato um colaborador ou não.

Inúmeras empresas usam tal termo como uma maneira de deixar claro aos empregados de que eles fazem parte da equipe, é como se o uso desta palavra trouxesse alguma sensação de pertencimento ou de importância. Mas, se na prática o empregado não tem espaço para questionar, para se posicionar, só tem o direito de abaixar a cabeça e obedecer a ordens dadas de cima para baixo, o efeito esperado ao usar tal terminologia é completamente nulo.

Espero que esta reflexão possa alcançar muitos gestores e que a mentalidade das nossas organizações venha se expandir, que não fique restrita a criação de termos mais elegantes, mas que transforme os ambientes empresariais, tornando-os lugares dignos e agradáveis para se trabalhar.




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