Gratidão é oxigênio da alma.

09:06:00 Leonardo Maggioni 0 Comments



Para celebrar o Dia das Mães, o Facebook incluiu um novo botão de reação aos posts. Ao lado dos botões "curtir", “haha” e "amei", por exemplo, o botão de uma florzinha roxa indicava "gratidão". Não demorou muito para o novo botão cativar os usuários que por sua vez saíram espalhando gratidão por aí. Será mesmo? Acho fantástico o modo como as redes sociais alteraram as formas de se relacionar e aqui não pretendo julgar se para melhor ou pior, mas será que toda essa gratidão exercida na rede social, está sendo colocada na pratica, nas relações face a face? Qualquer resposta a essa pergunta seria especulação minha, não tenho como medir. Prefiro acreditar que sim, as manifestações online têm seu valor e importância e em meio a tanto discurso de ódio e intolerância principalmente nas redes sociais, qualquer simples demonstração de afeto, já é muita coisa.

Gratidão é combustível para a vida.

Gratidão:
substantivo feminino

1.qualidade de quem é grato.

2.reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc.; agradecimento.

Em simples pesquisa no google essa foi a definição que encontrei para gratidão, não concordei totalmente com ela, e explicarei o motivo. Não gosto dessa ideia de apenas ser grato apenas a alguém que lhe prestou um benefício, sempre tentei refletir também sobre as pessoas que passaram na minha vida e que de alguma forma não tenham deixado nada de “positivo” ou que simplesmente nunca tenham me prestado nenhum benefício, e justamente ai que acredito ser o diferencial, otimista da vida que sou, busco aprender com todas as situações da vida, consequentemente aproveitar o melhor de cada situação, logo ser grato por qualquer aprendizado, ainda que traumático tenha sido a experiência.




Gratidão se pratica.
Expressar gratidão pode mudar seu cérebro*
Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que ser grato pelas pequenas coisas da vida pode causar grandes mudanças – inclusive cerebrais. Um artigo publicado no jornal científico NeuroImageatesta que, depois de poucos meses exercitando sua gratidão por meio da escrita, seu cérebro passa a se sentir ainda mais condicionado a ser grato. E isso traz benefícios
Para a experiência, foram chamados 43 voluntários que passavam por terapia para tratar depressão e problemas relacionados a ansiedade. Todos foram recrutados para uma terapia em grupo semanal, porém apenas vinte e dois deles foram chamados para a "sessão de gratidão", por assim dizer: nos três primeiros encontros, os participantes passaram vinte minutos escrevendo cartas em que revelavam gratidão pelo destinatário (e poderiam escolher se enviariam ou não a carta). O outro grupo não participou desse exercício. 
Três meses depois desses encontros, todos passaram por um escaneamento cerebral, que ocorria simultaneamente a outro exercício: eram exibidas fotos de pessoas que, em tese, teriam feito grandes doações de dinheiro à pesquisa. Os participantes precisavam agradecer a eles pelo investimento, enquanto seus cérebros eram examinados. Todo mundo sabia que era apenas um exercício, mas foi dito a cada um deles que as doações realmente seriam feitas em algum momento. 
O teste foi claro: quem escreveu as cartas, três meses antes, demonstrou mais atividade cerebral nas áreas relacionadas ao sentimento de gratidão. Vale ressaltar que essas áreas responderam de forma ímpar: ações como se colocar no lugar do outro ou demonstrar empatia não reverberam da mesma forma no cérebro. É um sentimento único. E o mais empolgante é que o efeito de "exercitar a gratidão" é realmente duradouro: seja duas semanas ou três meses depois da experiência, é como se a massa cinzenta se "lembrasse" do comportamento carinhoso e passasse a agir mais dessa forma. A pesquisa compara esse treinamento a como exercitar um músculo: quanto mais você pratica a gratidão, mais propenso estará a senti-la espontaneamente no futuro. Isso ajuda a diminuir a depressão e passar mais tempo com aquele calorzinho bom de se sentir feliz com a ajuda de alguém.
Essas investigações sobre os efeitos de se sentir grato ainda são bastante primordiais – e os próprios pesquisadores admitem isso. Há muito a aprender em termos de efeitos desse sentimento no cérebro e se realmente podemos relaciona-los a efeitos de longo prazo na forma como pensamos e agimos no cotidiano. Mas enquanto isso, talvez seja mesmo bom espalhar #gratidão por aí – e não apenas em uma hashtag.


*Matéria da revista Galileu de Janeiro de 2016.


0 comentários:

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.