É sobre luta

00:00:00 Leonardo Maggioni 0 Comments

É sobre luta, sobre humanidade.  As lutas das classes excluídas, não se trata de querer privilégios e sim direitos. Esse olhar muitas vezes vendido pela classe privilegiada de que negros, mulheres, LGBT e outras classes excluídas no Brasil querem dominar de forma ditatorial, é um discurso raso que permeia o senso comum, se submetido a um simples debate não se sustenta. A seguir apresento alguns recortes sobre essas pautas, que devem ser de todxs, embora respeitando o protagonismo de cada ator nesse contexto. Vamos refletir.


Isso é “vitimismo”!!

“Não existe racismo no Brasil”, “isso é um vitimismo”, “tenho até amigos negros” dentre outras, são frases extremamente populares nas (poucas) discussões raciais em nosso país. No entanto, esse discurso é extremamente falacioso.Por que insistimos em dizer que não há nenhum problema racial no país se os negros são os que mais são presos, mais são assassinados, são a maioria dos analfabetos, demoram mais para concluir o colégio e são minoria no ensino superior? Será que ninguém acha estranho essa desproporção? Os meios de comunicação sempre tentam pegar uma exceção pra tentar provar a regra, tentando impor a meritocracia acima de tudo, esquecendo de analisar o passado dessas relações, negligenciando as centenas de anos de escravidão. Como bem analisou Marcelo Lopes de Souza, professor da UFRJ: “No Brasil, por outro lado, é comum, em meio a um universo cultural um tanto hipócrita, esquecer ou revelar a cor da pele de um negro ou mulato economicamente bem-sucedido; é o chamado branqueamento cultural, o qual, erroneamente, induz muitos a acreditarem que no nosso país não há racismo, e que a única questão relevante a ser enfrentada, em matéria de (in)justiça social é a da pobreza” .Se não é racismo, só pode ser cegueira.

Isso é falta de porrada!! Será?

Você certamente já ouviu essa frase, para justificar a orientação sexual de algum individuo, mas essa violência acontece diariamente. Logo percebemos que se trata de uma justificativa banal para legitimar um discurso de ódio, que não consegue enxergar no outro o direito à vida, a liberdade e escolha de ser feliz.
No Brasil, existe uma persistente violação de direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). Entendese por homofobia o preconceito ou discriminação (e demais violências daí decorrentes) contra pessoas em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero presumidas, que possui um caráter multifacetado e abrange mais do que as violências tipificadas pelo código penal.
No entanto, o termo homofobia é constantemente problematizado em decorrência de sua possível homogeneização sobre a diversidade de sujeitos que pretende abarcar, podendo tornar invisível violências e discriminações cometidas contra lésbicas e transgêneros (travestis e transexuais).

Dados de 2013, divulgados em 2016, o que demonstra relativa dificuldade e demora dos órgãos públicos em apurar estas denúncias e toma como base o conceito de homofobia para tratar de preconceito ou discriminação (e demais violências) contra pessoas em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Os dados demostram que o que não falta é “porrada”, está faltando é amor.
No próximo texto vamos trazer dados, estatística e uma reflexão final sobre todo esse conteúdo. Não perca a continuação desse texto no dia 13/06/2016.


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