Por que os pais precisam dedicar tempo de qualidade aos filhos?

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Os pais precisam passar tempo com os seus filhos. Nada substitui a presença, pois ela é de suma importância para a criação/educação, a construção do caráter e o desenvolvimento emocional de uma criança. Não se pode terceirizar a tarefa de acompanhar/educar os filhos.

É evidente que no contexto atual, considerando a realidade na qual pai e mãe trabalham fora, passar tempo com os filhos não se constitui uma tarefa fácil. Com a correria do dia-a-dia, faz-se necessário recorrer a creches e babás, ou mesmo, aos avôs para dar conta do cuidado com os filhos.

Não há nada de errado em lançar mão desses expedientes, todavia, não podemos perder de vista a noção de que o filho precisa ter um tempo exclusivo e com os seus pais, mesmo que seja só à noite ou aos finais de semana. Vale salientar, que tal questão não gira em torno da quantidade de tempo, mas da qualidade do tempo.

O filme Chef (2014), estrelado e dirigido por Jon Fravreau, me fez refletir sobre a necessidade de tempo de qualidade na relação pais e filhos. Para não dizerem que eu dei spoiler, vou trazer um breve resumo sem contar o final do filme.

Continue a leitura para aprofundar a reflexão.

Na película citada, o personagem principal é um chefe de cozinha, pai de um menino de cerca de 11 anos. O menino morava com a mãe, a ex-esposa do chefe. Como todo chefe de cozinha, Carl Casper (o personagem principal), tinha uma vida agitada, com isso não conseguia separar tempo para dedicar ao filho.

“O melhor presente que você pode dar para alguém é seu tempo, pois quando você cede seu tempo, você está cedendo uma porção de sua vida que nunca poderá voltar atrásMarcus Lara

O garoto vivia triste porque o pai não era presente e sempre lhe fazia promessas de passeios e viagens que não cumpria. Carl Casper foi demitido de seu emprego e resolveu montar um trailler.

Durante as férias o filho pediu para trabalhar junto com o pai. De início a relação não estava indo muito bem. Alguns conflitos surgiram, diferenças culturais e geracionais. Resumindo, o filho não conhecia o pai e nem o pai o filho.                                                                                                                                                                                      
Chef, Jon Favreau, pais e filhos
Com o passar do tempo, o filho foi aprendendo a arte da cozinha. A relação foi melhorando, e assim, o pai teve a oportunidade de conhecer quem verdadeiramente era o seu filho.

O jovem garoto começou a divulgar o trabalho do Food Truck na internet. Desta forma, o trailler começou a “bombar”. Por fim, a relação dos dois foi mudando e o pai percebeu que o menino foi muito útil e ajudou tanto na cozinha quanto nas redes sociais divulgando o serviço.

Com isso, o pai pediu ao filho que o ensine a mexer nas redes sociais (acabo o meu resumo por aqui).

Esse último fato é um dos que quero destacar.

Costumamos pensar que é o filho quem aprende com o pai, no entanto, nesta relação, os pais também tem muito a aprender com os seus filhos.

Pais e filhos, paternidade, família

                                                                                                         
Talvez a questão da internet e da tecnologia tenha deixado mais em evidência essa possibilidade de aprendizado dos pais com os filhos. Como estamos falando, de uma geração que já nasceu inserida dentro do mundo digital em relação a uma geração que tem que se esforçar para acompanhar as mudanças provocadas pela tecnologia, fica mais fácil perceber o quanto que os pais têm a aprender com seus sucessores.

Pensando nisso, lembro-me de que quase sempre ouço um professor dizer: “Com os meus alunos, eu mais aprendo que ensino”.

Voltando a pergunta. Por que os pais precisam dedicar tempo de qualidade aos seus filhos?

Porque o filho precisa dessa vivência. Mas não se engane. Os pais precisam tanto quanto os filhos. Nessa relação acontece uma bela partilha de percepções.

Uma geração tem uma característica peculiar e que a outra não tem. Sendo assim, podem compartilhar de pontos de vistas distintos, de modo que um aprende com o outro e ambos evoluem.

O pai que aprende com o filho provavelmente está em constante processo de tornar-se um ser humano melhor. Mas essa experiência só poderá ser vivida se houver tempo de qualidade. Por isso, papai e mamãe, permita-se experimentar essa possibilidade, invista tempo de qualidade na relação com seu filho. Todo mundo sai ganhando.




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